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O Passaporte de Línguas

Um guia fácil de como desenvolver o seu passaporte de línguas Europass

Um documento fundamental para reforçar o seu CV Europass é o passaporte de línguas, ele tem a função de descrever detalhadamente as suas competências e qualificações em uma língua diferente da materna.

O recurso é simples e consiste em uma ferramenta de auto avaliação que ajudará em muitas possibilidades diferentes de vagas de emprego e na área educativa também, afinal, o Passaporte Linguístico fornece uma visão geral da proficiência individual em diferentes idiomas em um determinado momento.

É esperado que que o aluno ou candidato atualize o passaporte de línguas em intervalos regulares, para refletir o progresso na aprendizagem dos dialetos e a aquisição de novas experiências interculturais.

Uma das maneiras mais efetivas de evidenciar os conhecimentos e habilidades adquiridos ao longo do anos por parte de um candidato é, sem sombra de dúvidas, com o uso da carteira de documentos Europass, por isso é essencial que suas competências linguísticas estejam dispostas de maneira clara, para que sejam facilmente compreendidas pelo seu potencial empregador ou recrutador de uma instituição de ensino.

Neste artigo falaremos um pouco sobre a importância do passaporte de línguas Europass, qual a melhor maneira de desenvolver sua auto avaliação e também incluiremos alguns modelos do documento para que os leitores possam se basear e ter mais informações sobre o tema.

 

O que é o Passaporte de Línguas Europass

O passaporte de línguas Europass é um modelo padronizado de um documento que serve para promover uma autoavaliação de habilidades lingüísticas de um candidato aspirante à uma vaga de emprego profissional ou bolsa de estudos oferecida em qualquer instituição de ensino pertencente à um dos países membros da União Europeia.

Para desenvolver o seu documento, é necessário utilizar o Quadro Europeu Comum de Referência para as Línguas, criado pelo Conselho da Europa e disponível no site oficial do Europass.
A ferramenta é muito simples e não requer validação, pelo contrário, é a própria pessoa, dona da carteira de documentos, que deverá informar suas competências nas línguas que domina.

Esse recurso é particularmente útil se você não tiver uma qualificação, diploma ou certificação formal em um idioma, por exemplo, quando você cresceu em uma residência multilíngüe, ou quando aprendeu através de amigos, parentes ou outros meios, é a maneira perfeita de registrar os resultados obtidos sem cursos de idiomas formais ou demonstrar exemplos de como você usou seus idiomas na prática.

Todos os Passaportes de Idiomas Europass devem incluir a Grade de Autoavaliação do Quadro Europeu Comum em sua totalidade como um ponto de referência básico.
A visão geral, com base na grelha de auto-avaliação é definida em termos das habilidades, incluindo compreensão oral, leitura, interação e produção oral e escrita, além dos níveis de referência comum (A1, A2, B1, B2, C1, C2), disponível no Quadro Europeu Comum de Referência que permite ao usuário registrar informações sobre competências parciais e específicas sobre suas habilidades.

O Passaporte de Línguas também registra as qualificações formais e descreve as competências linguísticas e as experiências significativas de aprendizagem intercultural e linguística. O registro da avaliação por professores, instituições educacionais e conselhos de exames pode ser acomodado no passaporte de uma maneira diferente. No entanto, o princípio de propriedade do aluno significa que a avaliação do professor deve sempre ser separada da autoavaliação do aprendiz e não ser usada para corrigi-lo.

Um resumo de passaporte de idioma padrão faz parte do curriculum vitae Europass da União Europeia. Os proprietários desta carteira de documentos podem e devem usá-lo para complementar ou incluir em seu modelo de curriculum vitae. Também pode ser usado como uma alternativa ao modelo de passaporte de idioma para outros fins.

A grade de autoavaliação foi traduzida para a maioria das línguas oficiais dos estados membros do Conselho da Europa, por isso, se você domina algum idioma distinto da sua língua materna, não hesite em realizar a sua autoavaliação linguística, ela pode ajudar a abrir diversas portas e possibilidades novas para conhecer novas culturas e vivenciar outras experiências mundo afora.

Como fazer o Passaporte de Línguas Europass

O passaporte de línguas é muito simples de fazer, conforme dissemos anteriormente, este documento trata-se de uma autoavaliação promovida pelo próprio candidato, baseada em um quadro de referências disponível no site oficial do Europass.

Este documento vem ajudando diversos candidatos a promover suas competências linguísticas, qualificações e experiência para os possíveis empregadores e recrutadores de ensino. É um acompanhamento ideal para o fazer seu currículo se você estiver se candidatando a uma vaga que exija aptidão lingüística.
Ele contém três seções devem ser incluídas no Europass, estas são:

1. Seção de auto-avaliação

A seção de auto-avaliação é o local onde o candidato deve registrar o nível de habilidade do idioma (ou idiomas) que domina de acordo com uma escala europeia reconhecida (o Quadro Europeu Comum de Referência para Línguas).

2. Seção de qualificação de idiomas

Esta seção corresponde ao registro dos resultados de cursos de idiomas formais que você tenha realizado, incluindo certificados e diplomas.

3. Seção de experiência linguística e intercultural

A última seção consiste no local onde o candidato deve registrar exemplos de como utilizou os idiomas adquiridos na prática.

Veja a seguir como são classificados os níveis para cada competência de acordo com a grelha de auto avaliação.

Comprensão

Compreensão Oral:

A1 – Indivíduo capaz de distinguir palavras e expressões simples de uso corrente relativas a ele próprio, à sua família e aos contextos em que está inserido, quando faladas de forma clara e pausada.

A2 – Indivíduo capaz de compreender expressões e vocabulário de uso mais frequente associado com aspectos de interesse pessoal como família, compras, trabalho e meio social. Entende o essencial de um anúncio e mensagens simples, curtas e claras.

B1 – Indivíduo capaz de entender pontos essenciais de uma sequência falada relacionada a assuntos correntes sobre trabalho, escola, tempo livre e outros, compreende os pontos principais de muitos programas televisivos e de rádio sobre temas atuais ou assuntos de interesse pessoal e profissional, quando a fala é relativamente lenta e claro.

B2 – Indivíduo capaz de compreender exposições longas e palestras, partes mais complexas da argumentação, desde que o tema seja relativamente familiar, entendimento da maior parte dos noticiários na televisão e filmes, desde que seja utilizada a língua padrão.

C1 – Compreensão de uma exposição longa, mesmo que não esteja claramente estruturada, indivíduo entende programas de televisão e filmes sem grande dificuldade.

C2 – Indivíduo não apresenta nenhuma dificuldade em compreender qualquer tipo de enunciado oral através dos diferentes meios de comunicação, mesmo quando se fala depressa à velocidade dos falantes nativos, necessitando apenas algum tempo para a familiarização com o sotaque local.

Leitura:

A1 – Indivíduo capaz de diferenciar nomes conhecidos, palavras e frases simples, disponíveis, por exemplo, em avisos, folhetos ou cartazes.

A2 – Leitura de textos curtos e simples, encontra informações previsíveis e concretas em redações rudimentares de uso corrente, por exemplo, anúncios, horários, folhetos, ementas, cartas pessoais.

B1 – Indivíduo capaz de entender textos onde a linguagem predominante é composta por textos do do dia-a-dia ou relacionada com o trabalho, capaz de compreender descrições de acontecimentos, sentimentos e desejos.

B2 – Leitura de artigos e algumas reportagens sobre assuntos contemporâneos com pontos de vista particulares, capaz de compreender textos literários em prosa.

C1 – Capacidade de compreensão para redações longas e complexas, textos literários e não literários, distinção de estilos, entendimento de artigos especializados e instruções técnicas longas, mesmo não relacionada à sua área de conhecimento.

C2 – Indivíduo capaz de ler com facilidade praticamente todas as formas de texto escrito, isso inclui redações mais abstratas, linguística ou estruturalmente complexas, tais como manuais, artigos especializados e obras literárias diversas,com exceção de alguns termos muito técnicos.

Fala

Interação Oral:

A1 – Indivíduo se comunica de forma simples, desde que o interlocutor se disponha a repetir e dizer a mesma coisa em outras palavras, num ritmo mais lento, ajudando a formular o que quer transmitir. Capaz de perguntar e de responder perguntas simples sobre assuntos conhecidos ou relativos a áreas de necessidade imediata.

A2 – A pessoa é capaz de se comunicar em situações simples e de rotina, tratando de assuntos e atividades habituais que exijam apenas uma troca de informações diretas, mas não compreende o suficiente para manter a conversa.

B1 – Indivíduo pode lidar com a maioria das situações que podem surgir em uma viagem a um local onde a língua é falada, por exemplo, não precisa de preparação prévia para conversar sobre assuntos conhecidos, de interesse pessoal ou corriqueiros.

B2 – Conversa com a fluência, espontaneidade suficiente, interage normalmente com falantes nativos diante de contextos conhecidos, apresentando e defendendo os seus pontos de vista.

C1 – Comunica-se de forma espontânea e fluente, não apresenta dificuldade aparente para encontrar expressões adequadas, utiliza a língua de maneira flexível para fins sociais e profissionais, capaz de formular ideias e opiniões com precisão.

C2 – Indivíduo participa de qualquer conversa ou discussão sem esforço, utiliza de expressões idiomáticas e coloquiais, capaz de exprimir fluentemente e de transmitir com precisão pequenas diferenças de sentido do dialeto.

Produção Oral:

A1 – Indivíduo faz uso de expressões e frases simples descrevendo o local onde vive e pessoas que conhece.

A2 – Faz uso de uma série de expressões e frases para falar de sua família, condições de vida, trabalho, entre outros assuntos de forma simples.

B1 – Indivíduo capaz de articular expressões de forma simples, descrevendo experiências e acontecimentos, capaz de explicar ou justificar opiniões, contar uma história, relatar o enredo de um livro ou filme, descrever reações.

B2 – Exprime de forma clara sobre uma vasta gama de assuntos associados com os seus interesses, capaz de explicar um ponto de vista sobre um dado assunto, discorrendo sobre as vantagens e desvantagens de diferentes opções.

C1 – Apresenta descrições claras e eficazes sobre temas complexos que integrem subtemas, desenvolve aspectos particulares chegando a uma conclusão apropriada.

C2 – Indivíduo expõe sem dificuldade e fluentemente, argumentações orais num estilo apropriado ao contexto, dotadas de estrutura lógica.

Escrita

Escrever:

A1 – Indivíduo escreve um postal simples e curto, por exemplo sobre suas férias, capaz de preencher uma ficha com dados pessoais num hotel, com nome, endereço, nacionalidade.

A2 – A pessoa é capaz de escrever mensagens e notas curtas e simples referentes a temas de necessidade imediata, capacidade para escrever uma carta pessoal muito simples, por exemplo, para agradecer alguma coisa.

B1 – Capacidade para escrever uma redação articulada de forma simples sobre temas conhecidos ou de interesse, capaz de escrever cartas pessoais para descrever experiências e impressões.

B2 – Capacidade para um texto claro sobre uma vasta seleção de assuntos relacionados com temas de interesse, indivíduo capaz de redigir um texto expositivo ou um relatório, divulgando informação e apresentando argumentos de acordo com um determinado ponto de vista.

C1 – Escreve de de forma clara e bem estruturada, expõe os pontos de vista com um certo grau de elaboração, capaz de escrever cartas e relatórios sobre assuntos complexos, dando ênfase aos aspectos mais importantes, escreve em diferentes estilos.

C2 – Indivíduo capaz de escrever textos num estilo fluente e apropriado, desenvolvimento de cartas complexas, relatórios ou artigos que apresentem um caso com estrutura lógica, capacidade de fazer resumos e recensões de obras literárias e de âmbito profissional e técnico.

Modelo do Passaporte de Línguas Europass

Agora que você já tem uma base para preencher o seu passaporte de línguas Europass, segue um modelo preenchido do documento que pode ajudá-lo ainda mais.
Em seguida, seguem algumas dicas para que sua candidatura em qualquer vaga seja ainda mais facilitada por meio de todo este processo.

O passaporte de idioma completo é salvo no seu computador ou enviado para sua conta de e-mail, depois de ter elaborado o documento, o usuário pode fazer o download concluído em formato XML ou PDF-XML, isso permite que você o atualize ou corrija a qualquer momento.

Preste atenção aos detalhes, pois essa é a essência da sua apresentação, fique atento aos erros de ortografia e pontuação, em geral, o seu Europass, incluindo o passaporte de línguas deve ser breve, por isso as informações devem ser concisas e diretas.

Normalmente, para uma pessoa com apenas alguns anos de experiência, duas páginas são mais do que suficientes, sempre adapte o seu currículo à descrição do cargo que você está solicitando, isso inclui os dados sobre as competências linguísticas, procure destacar as possíveis qualificações que você possui e o mais importante, nunca minta no seu currículo sobre a proficiência em determinado idioma, pois essa mentira com certeza será descoberta antes ou durante a entrevista.